quarta-feira, 30 de julho de 2014

Pensamentos simples...

É difícil começar a escrever…
É difícil começar!
O que quer que seja
Mais difícil se torna quando…
As pessoas lêem tudo
Menos o que está escrito.
Atitude nada maldosa e inconsciente, claro!
Assim, quando nós escrevemos
“Uma coisa”…
Lêem
 “Outra coisa”…
Daí que convém inverter o discurso
…E…
Para que vocês percebam
O que (não) vos quero dizer
…Ou seja…
“Uma coisa”…
Tenho que escrever…
“Outra coisa”…
Não é?
É.
Por isso…
Leiam o contrário do que está escrito.
Mas…
Se eu escrevo o contrário do que quero…
Então?
Uiii…
Confusão!
Livre arbítrio…
Cuidado!
Muito cuidado com as palavras…
Traiçoeiras!
Elas, as palavras, enganam.
Dizem o contrário do que está escrito. 
Dizem o contrário do que pensamos!
Podem até não dizer nada!
Depende de quem as diz…
Depende de quem as escreve…
Depende de quem as lê…
Talvez…

Será escrever não pensar?

9 comentários:

  1. Uiiiii... tanta gente que escreve para não dizer nada... eu cá me confesso. Tem dias que só sai porcaria que bem espremidinha não tem ponta por onde se lhe pegue. Mas, e por mim falo, sabe sempre bem escrever, nem que seja sobre nada... Tem de se dar uso às teclas, caramba!

    Agora essa cena do preso por ter cão e preso por não ter é uma chatice de todo o tamanho. É que também não tenho pachorra nenhuma para malta que não quer entender e teima em se fazer de despercebida ou de desentendida ou lá o raio. Xô! p'ra essa malta!

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  2. Hummm escrever é esquecer...a literatura é a maneira mais fácil de ignorar a vida... (Fernando Pessoa).
    Já Carlos Drummond de Andrade: Escrever é triste. Impede a conjugação de tantos outros verbos. Os dedos sobre o teclado, as letras se reunindo com maior ou menor velocidade, mas com igual indiferença pelo que vão dizendo, enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza, inclusive a simples claridade da hora, vedada a você, que está de olho na maquininha. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália, puré de palavras, reflexos no espelho (infiel) do dicionário....
    Já Clarice Lispector: Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto - e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio extremamente perigoso: dele arranco sangue. Sou um escritor que tem medo da cilada das palavras: as palavras que digo escondem outras - quais? Talvez as diga. Escrever é uma pedra lançada no fundo do poço....

    Assim... um anônimo educado.... e resmungão... será isso um delito grave?

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    1. Com anónimos assim nem preciso de mais nada...

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  3. Já Saramago dizia que é preciso ter cuidado com a palavras porque mudam de opinião como as pessoas.
    :)

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  4. as pessoas em querendo lêem aquilo que querem ler, estando claro como água, mas por vezes escrevemos o que nos vai na mente e podemos não transcrever na perfeição pois sabemos o que estamos a escrever mas o leitor pode não chegar lá, há de tudo um pouco...

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  5. Cada um interpreta à sua maneira. :)

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  6. Sim, acho que em certos registos é isso mesmo - Não pensar. Mas em outras formas é necessária uma conciência mais presente. Não se ser entendido pode ser angustiante, ou pelo menos frustante. Mas aquele momento em que nos entendem, mesmo quando escrevemos em quase código... Ai esse momento vale tanto.

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